Há 7 anos sou parte de uma história que começou em 1994, pelas mãos da Ciça e do Renato. Os conheci através de um amigo em comum e pude partilhar, não só da amizade, mas também do carinho e orgulho com que falavam da SEE-SAW.  Em 2014 recebo o convite para acompanhar os ajustes finais da implantação do ensino médio – que teria início no ano seguinte – e posteriormente para a direção geral e sociedade na escola.  Apoio irrestrito da Rita, minha esposa, da Mariana e Tiago, meus filhos, a experiência como professor, coordenador pedagógico e orientador educacional, em 3 outras grandes escolas de São Paulo, me permitiram aceitar o novo desafio.  Passo então a conviver profissionalmente com a Ciça, com o Renato e com a equipe que haviam montado nos anos anteriores à minha chegada. Foi e tem sido um aprendizado fundamental.  Avanço até 2020 para mencionar dois meses importantes para mim e para a SEE-SAW: março e julho. Começo por julho porque talvez fique mais fácil avaliar como me senti em março.  A transição na gestão da escola estava planejada e não foi um movimento feito de uma hora para outra, foi sendo construído pela Ciça, Renato e por mim desde quando entendemos que era possível compartilhar experiências pensando sempre no melhor para a nossa escola e para todos que nela convivem. Em julho enviamos um comunicado para toda a equipe profissional e posteriormente para as famílias informando que os fundadores deixavam a sociedade e eu assumia a escola integralmente.  Volto a março. Eu sabia que o ano já seria diferente e instigante, mas não - peço desculpas pelo clichê - uma montanha russa.  Dizem que cargos de liderança costumam nos dar a sensação de solidão e muitas vezes isso é verdade, mas em um dos anos mais complicados para qualquer uma delas eu não me senti sozinho.  Eu estou na SEE-SAW.  Sou parte de uma equipe que se superou no apoio mútuo para enfrentar o impacto que a pandemia trouxe em nossas vidas pessoais e profissionais.  Ainda absorvendo tudo o que aconteceu, o que eu sei desse 2021, ano do 27º aniversário da nossa escola, é que ela seguirá firme sem jamais abandonar os princípios e valores que sempre praticou.  Em tempo: Enquanto termino esse texto, recebo fotos das nossas professoras mais jovens, da educação infantil e do ensino fundamental 1, mostrando os cartões de vacinação contra a Covid-19. Felizes e também, tenho certeza, orgulhosas pela profissão que escolheram.   Cesar Pazinatto  ...

Desde o início da história da humanidade, a cultura indígena esteve presente nas tradições dos mais diversos povos, que podem ser observadas até os dias de hoje. A influência é tamanha que, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), os povos indígenas abrangem cerca de 5% da população do planeta, trazendo consigo mais de 5 mil culturas diferentes e sendo responsável pela maioria dos 7 mil idiomas existentes.  Esses cocares fizeram parte do projeto de Artes do 5o ano da Professora de Artes Veridiana Moffa. Depois foram pendurados no pátio para quem quisesse interagir ou tirar fotos em frente a eles No entanto, 40% deles correm o risco de desaparecer, o que põe em risco as culturas e os sistemas de conhecimento aos quais pertencem.   Para impedir que isso aconteça, iniciativas em todo o mundo têm surgido nos últimos anos: em 2019, a própria ONU declarou o ano como “Ano Internacional das Línguas Indígenas”. O objetivo era chamar atenção sobre a necessidade de preservar as línguas indígenas e mostrar sua rica contribuição para a diversidade cultural e de conhecimento.  Contudo, não é necessário ir longe para encontrar exemplos aqui no Brasil. Um deles é a inserção dos elementos da cultura indígena no currículo escolar, mantendo os estudantes dos ensinos fundamental e médio constantemente em contato com as tradições do país. A obrigatoriedade dessa medida é garantida, inclusive, por uma lei sancionada no dia 10 de março de 2008.  A SEE-SAW acredita na importância da convivência das crianças e adolescentes com a diversidade cultural do nosso país, por isso, promove atividades pedagógicas que estimulam esse contato, abordando a questão do respeito étnico e a diversidade de costumes dos primeiros habitantes do Brasil.  Recentemente, alunos do 5º ano aprenderam a cultura indígena se divertindo e muito: liderados pela professora de Artes, Veridiana Moffa, eles produziram cocares que foram pendurados no pátio da escola para quem quisesse interagir ou tirar fotos. Os estudantes também tiveram a oportunidade de expor seu aprendizado por meio de desenhos sobre os povos indígenas.   Esse tipo de experiência resulta em um rico processo de aprendizagem para eles, proporcionando o contato com as tradições locais e, consequentemente, com o saber da história do seu país.  ...